Só agora Maria Velho da Costa (Lisboa, 1938) se começa a dar conta de que Myra, publicado em 2008, pode muito bem ter sido o seu último livro. "Já dei", diz-nos, como se à literatura que tanto influenciou já não devesse nada. E, por isso, espera, como sempre esperou, que as ideias para os livros cheguem. Daqui a uma semana, a adaptação que Luísa Costa Gomes fez do seu romance Casas Pardas (1977), encenada por Nuno Carinhas, chega a Lisboa, ao palco do São Luiz. É mais do que uma homenagem. É uma belíssima desculpa para mergulhar num dos pensamentos de referência da nossa história cívica, cultural e política